
Processo de criação do livro La Sesión
Um dia eu decidi escrever um livro: La Sesión. Poxa! Eu disse: “E por que não?”
Sempre escrevi tanta coisa legal. Passei a vida emocionando pessoas até as lágrimas. Mesmo sem sabe por onde começar, achei qu não seria tão difícil. Foi ali que começou o processo de criação do livro La Sesión.
Sentei naquela cadeira, no apartamento ao norte de uma ilha no sul do Brasil. Sim, leia de novo, você que não é daqui. E pus em marcha a escrita. Você pode vê-lo aqui.
No começo, pensei em escrever sobre mim. Parecia que eu tinha muito a contar. Havía bastante, é verdade. Mas, no fim, nada me parecia realmente digno de destaque.
Como todo escritor medíocre, quis começar com memórias da infância. Lembro que criei uma história: cinco amigos adultos se reencontram para jogar um jogo da infância, voltando ao passado. Queriam curar velhas feridas, e no processo, descobrem sua evolução humana e espiritual.
Foi no início do processo de criação de La Sesión que percebi como é difícil colocar emoção nas palavras. Lia o que escrevia, mas não sentia nada. Era frustrante. As ideias pareciam boas, mas o texto não me tocava. Faltava verdade, conexão. Tudo soava vazio, como se eu estivesse apenas preenchendo páginas.
A certeza da ficcão
Do que tinha certeza era que queria que fosse uma ficção. Com cenas, com cenários, com reflexão. Essa última palavra fez um clique em mim. A-ha… É por ali, afirmei. Mas ainda nada fluía.
Numa tarde de outono — dessas em que tudo parece possível — fui até o mar em busca de inspiração. Sei que pode soar poético, e de fato sou. Pedi às águas que me dessem musas para criar esta obra. Esperei em silêncio, torcendo para ouvir alguma voz do além, mas nada aconteceu. Então, dei as costas para o oceano e voltei para casa, que ficava a poucos metros dali.
O certo é que, horas após essa visita minha… Do nada, como uma dor inesperada ou o estouro de um balão numa festa, as ideias começaram a cair sobre mim como uma tempestade. Meu Deus! Comecei a lembrar das anedotas que a Maria Virginia, minha melhor amiga, me contou há quinze anos, e depois vieram outras, e mais outras. Minha cabeça ficou cheia, porque tudo aquilo pedia para sair, se expressar, como se tivesse ganhado vida, me implorando para mostrar, soltar, libertar. As recordações chegaram como uma onda grande no mar: vem, vem, e termina na beira, rompendo em milhares de bolhinhas. Essa é a forma mais ilustrativa que consigo para descrever como aquele pedido foi concedido, igual a esfregar uma lâmpada.
O manuscrito e os primeiros leitores
Lembro que fiz vários rascunhos até chegar a vinte páginas. Aquilo me animou. Pensei: estou indo bem, isso vai dar certo. Escrevi com vontade. Em algum lugar, ouvi que todo escritor iniciante deveria mostrar seu manuscrito a alguém de confiança. Essa pessoa faria a primeira leitura crítica. Escolhi a própria María Virginia, a principal inspiração para a protagonista. Também pedi para minha filha, minha irmã e minha amiga Carolina lerem. Mesmo não aparecendo como personagens, elas foram essenciais para esse processo.
.É claro que todas me parabenizaram e trouxeram seus feedbacks. Em alguns momentos, isso me fez muito bem e me alimentou como criadora, reforçando meu talento. Em outras ocasiões, porém, algumas correções acabaram diminuindo o meu nível de empolgação.
Então, como de costume, quando algo me impacienta, decidi cuidar de tudo sozinha. Não enviei mais rascunhos a ninguém. Achei melhor deixar o fator surpresa agir.
Reconheço que tenho uma característica: quando peço algo, quero no meu tempo. Sim, está errado, e ainda estou trabalhando nisso. O início do processo de criação do livro La Sesión já tem três anos. Como às vezes demoravam a me responder, a impaciência tomou conta e não consegui sustentar essa espera também.
Descobrindo a paixão de escrever
Continuei avançando a cada dia. De repente, me sentava à mesa às nove da manhã e só parava às onze da noite. Mesmo assim, eu ainda pedia a Deus: “Por favor, preciso de mais horas!”, porque o tempo parecia nunca ser suficiente.
Com o tempo, fui entendendo que o processo de escrita não era tão bonitinho quanto parecia. Às vezes, três parágrafos me tomavam cinco horas inteiras. Era exaustivo e intenso. No entanto, também era incrivelmente transformador.
Apesar disso, algumas partes dessa experiência prefiro não mencionar aqui no blog. =)
Respostas de 2
Yo leí este libro y lo recomiendo con los ojos cerrados. Es tan atrapante, elocuente y con tanto aprendizaje..
Vale la pena cad página